• Jéssica Iancoski

Sandra Modesto - Crônica Quase Final (Trecho) | Mulher

Crônica de Sandra Modesto Quase Final.


Sandra Modesto é mineira de Ituiutaba. Tem dois livros publicados.


Poemas publicados em duas antologias.  


Autora selecionada no concurso CEAT50 / Flist 2018- releitura da obra de Chico Buarque.


Conto e crônica, publicados na edição impressa da revista Philos.


Textos em várias revistas digitais: LITERALIVRE, Mirada, Ser Mulher Arte, Ruído Manifesto, Philos, Pixé.


Textos publicados no site da revista Cult UOL - Lugar de fala.


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Quase Final (Crônica: Sandra Modesto/Toma Aí Um Poema)

Crônica: Quase Final (Trecho)

Autora&Voz: Sandra Modesto | @sandramodesto.modesto

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Quase Final


Agosto passando e mal chegará setembro, seremos diferentes.

Pensava a moça que escorria pela vida, escorregão aqui, ali, tropeçando perto dos sessenta anos.


Vida com muitas histórias. Fazer o que? Mulheres são bichos estranhos. Muitos humanos não entendem. No concluo do mais de meio século despedaçando e desperdiçando as linhas do tempo.


Deveras notadas agora diante do espelho, cabelos grisalhos, juventude desleal. Acorda, toma café, abre a janela, é domingo e esse tal dia é muito lento. A cidade é silenciada por famílias sem conversas, sem abraços, porque o grupo  no watsapp é o trivial. O filho da quase sessentona nunca viu uma vitrola. Ouvir discos de vinil? Isso é pra pais.

Mas nem o vinil não faz parte da sala. Um tocador de disco vendido restou a coleção empoeirada magoada numa estante. Se for pra falar de saudades, que venha uma ditadura, uma armadura nos pés.


 Isso a moça não sonha.


Ainda que a beleza não exista, quebra- se o espelho jogue o mesmo pela janela. É questão de liberdade.

Um domingo sorrateiro, a moça se despedindo, o povo seguindo a diante. As mortes dos dias.

A semana quer a moça, o setembro é amarelo, a batalha será linha tênue entre viver ou morrer.

As linhas do rosto aumentam fragmentadas esperando menos tiros, menos sangue, menos, sempre menos. E nada disso acontece. As notícias causam desespero nos cidadãos. Há os que riem. Há os que suportam a dor.  Fingem a dor surrupiando - a. Há os que questionam. Os que reconhecem os corpos sem suspiros.


 Nunca viver foi tão duvidoso. A moça acorda de novo e troca o supermercado pela feira do bairro. Um brilho no olhar brotou nos verdes mineiros dos que cultivam o plantio.

Moça vê se para de esperar porque a vida vai de mal a pior.

Pensa comigo essa noite nessa bruta segunda- feira. Lança perfume pelo ar, faça de conta que nada é merda garanta que todas as mulheres são lindas de qualquer jeito. Peito, bunda, estrias,  e.

Tons de pele.

Perdas, ganhos, gozos. Gemidos, verbos, beijos,  caminhos silenciados.


Escrevo um texto qualquer. Alguém precisa notar as palavras surgindo pelas mãos de quem ousar.

Eu ousei. A moça sou eu.

Quase Final (Crônica: Sandra Modesto/Toma Aí Um Poema)

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