• Jéssica Iancoski

História para Dormir - O Mundo de Henrique |PODCAST DE HISTÓRIAS| IANCOSKI

A Literatura Infantil é um mundo de histórias para serem contadas, lidas e ouvidas. Embora, o publico principal seja os leitores pequenos, muitas das histórias infantis presentes nela podem agradar adultos sensíveis.


A Literatura Infantil, normalmente, utiliza de uma linguagem mais simples e coloquial e aspectos visuais para se comunicar com o leitor. Entretanto, isto não está perto de ser o suficiente para restringi-la ao público infantil - uma vez que algumas histórias são tão sensíveis que não perdem a sua magia quando lidas por um leitor adulto.


A Literatura Infantil, quando vem em uma história de qualidade, ultrapassa os aspectos exclusivos da infância e chega às experiências e sentimentos universais, que tratam dos aspectos comuns a todos os seres humanos.


História Infantil Grátis para Ler e Ouvir


Todo mundo gosta de histórias, isto é uma unanimidade! Normalmente, as Histórias Infantis, mas não só elas, tem um poder acalantador, capaz de relaxar e encaminhar, até mesmo as pessoas mais agitadas, para o sono.


As Histórias na hora de dormir estão presentes nas sociedades humanas desde muito tempo, pois os antigos logo perceberam que uma boa contação de história, além de familiarizar as pessoas com sentimentos pouco priorizados, ela também serve para aproximar as pessoas.


Projeto de Contos Infantis Curtos - Histórias para Dormir | Podcast de Histórias


As Histórias Infantis são muito poderosas e prazerosas. Por isto, criamos o projeto de contos infantis curtos Histórias para Dormir, pois queremos ajudar as pessoas a se familiarizarem, desde cedo, com aspectos da vida que não são muito acessíveis na rotina das pessoas.


As histórias infantis que compõe o Projeto Histórias para Dormir são contos curtos com ilustração e áudio. Todas as histórias estão disponíveis para ler grátis. Além disto, foram transformadas em um podcast de histórias infantis.


Embora, as histórias sejam infantis, os conteúdos presentes nela não são exclusivos à infância e podem ser lidos por adultos.


Os contos infantis curtos foram escritos, ilustrados e narrados por Jéssica Iancoski e todos os direitos são reservados.


História para Dormir - O Mundo de Henrique | Conto Infantil Curto em áudio


A História Infantil O Mundo de Henrique de Jéssica Iancoski é um conto infantil curto sobre a história de Henrique um menino que não gosta de dividir nem as suas coisas e nem o mundo. Henrique queria o mundo todo só para ele e eu não estou exagerando, mas por que será que ele queria isso?


A História Infantil contém ilustrações, áudios e foi transformada também em um podcast de histórias infantis.


O Mundo de Henrique por Jéssica Iancoski | Conto Infantil para ler e ouvir Grátis


Dividir não é algo fácil e Henrique sabia disto muito bem. Se para ele já era difícil dividir as suas coisas, imagina então ter que dividir os seus pais, amigos e, pior, ter que dividir o mundo inteiro? Henrique não gostava disso, ele queria ser o único no mundo e eu não estou exagerando.


Veja só, sempre antes de dormir, Henrique se deitava pensando nas histórias de apocalipse e fim do mundo. Ele sabia que dificilmente algo do tipo aconteceria na Terra, mas era inevitável para ele não desejar que acontecesse.


Henrique queria muito não ter mais que dividir nada. As pessoas não sabem respeitar algo que não a si mesmas.Henrique tinha muita raiva disso.


Sempre que estava na sala de espera, esperando por algo com outras pessoas, ele não entendia aquelas que agiam como se aquele espaço fosse delas, fazendo barulho e atrapalhando os outros. Ou, então, quando ia viajar de ônibus e alguém, ao seu lado, ia a viagem inteira conversando alto e comendo alimentos. As pessoas podem ser muito irritantes. Isso sem falar de vizinhos barulhentos, pessoas que não respeitam filas ou aquelas que chutam a cadeira e incomodam de mil maneiras no cinema.


Henrique era muito cuidadoso em lugares tido como públicos ou os de uso comunitário. Como ele se irritava demais com os outros, ele tomava muito cuidado para não irritar ninguém. Ele não gostava de causar o menor desconforto e se esforçava demais para conseguir isso. Porém, normalmente, ele era o único com essas preocupações - o que o deixava mais irritado ainda. Se ele podia ter cuidado e respeito com os estranhos, porque eles não podem ter comigo?


Um dia, Henrique estava viajando e pegou um ônibus para isso. A viagem era longa e logo na sua frente sentou uma velha muito barulhenta. A viagem mal começou e ela já pegou o celular e começou a ligar para agenda toda de contatos dela. Parecia muito que ela tinha se esquecido que não estava em casa e que estava dividindo o ônibus com outras pessoas e que muitas delas, incluindo Henrique, queriam descansar.


Por mais que durante a viagem Henrique tenha colocado fones de ouvido e ligado suas músicas no volume mais alto permitido pelo celular, colocando os seus tímpanos em risco, ele ainda sim conseguia ouvir a velha falar. Ela não calava a boca e mesmo com tanta irritação, tudo o que Henrique fez foi engolir a raiva, porque ele sabia que não adiantava falar nada e que isso só poderia piorar a situação.


Pra não dizer que Henrique não fez nada, uma hora foi o celular dele que tocou. Henrique atendeu, era um amigo:


- Oi, pode falar?


- Oi, amigo, to no ônibus agora, prefiro não falar agora, não gostaria de atrapalhar os outros durante a viagem - respondeu Henrique com um tom, esperando que a Velha entendesse.


- Ok, te mando um áudio então - falou o amigo com total compreensão.

Mas a velha não entendeu. Henrique sabia que ela não entenderia, mas tinha esperanças que sim, por isso fez e também porque precisava deixar um pouquinho da raiva sair, porque ele próprio não estava dando conta. Falar aquilo, mesmo que não tenha resolvido, ajudou Henrique se sentir mais aliviado. Então, ele pode fechar um pouco os olhos e pensar a respeito do mundo:


- As pessoas sem noção, como essa velha, não acho que façam de propósito. Isto é o que eu acho o pior de tudo nelas. Elas são sem noção naturalmente, se fosse por maldade, valia a pena dizer algo, mas não é. Queria que elas tivessem culpa, mas não acho que a culpa é delas também. Pensar isso, não ajuda a minha raiva sair, só me deixa mais irritado ainda, pois é como se eu não tivesse a quem dirigir as minhas reclamações. Não tem alguém para que eu possa dizer: Ei você aí, isso tá errado, porque você não ensina para essas pessoas que o mundo é de todo mundo e que as ações delas podem ser invasivas para outras pessoas? Não tem para quem eu possa dizer isso. E eu não estou sendo tão exigente assim não, tanto que a velha barulhenta era a minoria no ônibus, se fosse a regra comum, seria a maioria, mas a maioria das pessoas sabem se comportar, mas por que será que sempre tem um sem noção? Cara, a gente vive em sociedade, o mundo não é o quarto deles, porque eles são tão egoístas? Eu queria não me irritar tanto com isso, porque eu sei que me incomodar com isso não me ajuda em nada, mas me sinto tão injustiçado. Eu tenho o direito de querer descansar aqui dentro e se teoricamente a única regra estabelecida aqui de silêncio é uma regra implícita, não oficial, mas aderida pela maioria, a velha também estaria no seu direito de falar. Embora, obviamente, vá contra a maioria. No cinema, pelo menos, é proibido oficialmente conversar durante o filme. Por que não pode ser proibido conversar durante a viagem?


- Henrique, é engraçado como você se irrita, às vezes, apenas por existirem outras pessoas no mundo.


- Mas quando é só sobre existir outras pessoas no mundo, eu costumo entender melhor. Por exemplo, eu fico irritado quando vou em algum lugar e tem fila, mas não acho que exista alguém sem noção lá. Isso sim é uma questão sobre dividir o mundo. Uma fila, lugares lotados, alguém sentado no lugar que eu queria sentar, demora normal para a minha pizza chegar... Tudo isso é sobre dividir o mundo, as pessoas nessas situações, embora possam ser irritantes também, não estão fazendo nada que me atinge diretamente. Estamos apenas dividindo o mundo e os seus espaços, porque viver em sociedade é assim. Mas tem coisas que não é simplesmente dividir. Essa velha barulhenta, não está apenas existindo no mundo ao mesmo tempo que eu, ela está agindo justamente como se o mundo já tivesse acabado e só ela existisse nele, fazendo o que bem entende. Não é assim não que as coisas funcionam. Como ela não percebe isso? Que há outras pessoas que não ela? E o pior, ela nem tá conversando sobre assuntos importantes, parece que é só a agonia do silêncio, que ela não pode suportar. Alguém precisa ensinar as pessoas que o silêncio não morde.



- Ôh, Henrique, melhor você tentar dormir, essa conversa não vai fazer a sua raiva passar, talvez se você fechar os olhos e se concentrar, você consiga fechar os ouvidos também, porque a gente sabe que você não vai abrir a sua boca para falar nada. Não vale a pena e o problema não é ela. Ela faz sem perceber. E vamos falar a verdade, essa sua irritação também está desproporcional, aposto com você que as pessoas estão irritadas, mas não tanto quanto você. Você precisa pensar o porquê disso, você está com dificuldades importantes também.


- Ei, fica quieto você também.


- Pelo menos, acho que você dorme, agora, Henrique.


Perguntas para guiar a descoberta de interpretações


Separamos algumas perguntas que podem ajudam a guiar a descoberta de interpretações, conduzindo o leitor ou o ouvinte as suas próprias conclusões.


1. Henrique não gosta muito de dividir o mundo. O que você acha sobre isso?

2. Se fosse possível, você gostaria de ter o mundo só para você?

3. Você acha que a raiva de Henrique é pertinente? Você concorda com ele ou não?

4. Às vezes, você se irrita com outras pessoas?

5. O que você acha sobre dividir o mundo? Na sua opinião, tem mais vantagens ou desvantagens?


Lembre-se: não existe resposta certa ou errada, quando o assunto é Literatura. No máximo, opiniões e interpretações diferentes!


Procure entender o que a história desperta e não o que ela significa!

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© 2020 por Jéssica Iancoski. 

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