• Jéssica Iancoski

O Pescador e O Carvalho - Lenda da Albânia | Folclore Albanês

Lenda O Pescador e O Carvalho do Folclore da Albânia na versão de Jéssica Iancoski.

É uma história típica da Albânia, conta sobre um pescador que ajuda uma árvore quando criança e tem o favor retribuído.


A lenda foi recontada e adaptada para o podcast de Histórias para Dormir.

Indicação Livre.


►► Conheça o Podcast Histórias para Dormir: https://open.spotify.com/show/4dj4rmlTQt3wfocgvgKtYz?si=votsIzHoQomFgdoNy3PNBA


História Infantil em Áudio: O Pescador e O Carvalho

Folclore Albanês - O Pescador e O Carvalho

(Por Jéssica Iancoski)

O Pescador e O Carvalho (Lenda Albanesa: Jéssica Iancoski/Histórias Para Dormir)

Era uma vez, há muito e muito tempo atrás, em um país distante do nosso, na época em que ele ainda era governado por Reis, na Albânia, um menino chamado Eduardo.


Eduardo era muito pequeno ainda, ele tinha uns 5 anos de idade, mas era uma criança doce e especial. Ele morava com a família em um pequeno sítio.


Certo dia, Eduardo estava brincando nos limites da propriedade, quando viu o vizinho se aproximar, com um machado para cortar uma de árvore que crescia por alí.


- Olá, Eduardo - disse o vizinho - quer me ajudar a contar esse carvalho?


- Mas por que você vai cortá-lo? - O menino perguntou indignado.


- É que eu quero colocar uma cerca no terreno e o Carvalho está bem no limite da propriedade.


- Ah, não corta ele, por favor! As árvores são mais importantes do que os cercados...


- Não dá, Eduardo. Eu terei que cortar…


- Então, faz assim, me ajuda a tirar a árvore, ela não é grande ainda, aí eu planto em outro lugar pra ela poder continuar crescendo.


O vizinho aceitou e ajudou Eduardo a tirar a árvore dalí.


Mais tarde, naquele mesmo dia, Eduardo foi com família em um terreno sem dono, próximo de uma floresta e replantou a árvore.

Passou algum tempo, e Eduardo cresceu e se tornou um pescador. Agora, ele tinha uma esposa e cinco filhos e era muito querido por todos do reino.


Tudo na vida de Eduardo estava indo bem, menos a temporada de pesca que não estava boa.


Eduardo ia todos os dias para o mar e tentava pescar algum peixe, mas a rede sempre voltava vazia.


E isto começou a preocupá-lo, porque ele precisava alimentar a família. Eduardo amava muito todos e se preocupava em ajudar, trazendo alimento para casa.


- Me desculpe, família. Hoje não consegui trazer nenhum peixe.


- Está tudo bem pai! - respondeu um dos filhos.


- Não se preocupe. Vamos ficar bem - dizia a esposa para confortá-lo.


- Me preocupo porque eu sei que vocês dependem de mim.


- Mas isto não é culpa sua! É culpa de como o nosso país é governado que não me permite trabalhar para te ajudar e diz que eu tenho que ficar em casa.


- Você tem razão, se o mundo fosse diferente e mais justo…


Na manhã seguinte, quando Eduardo estava indo para o mar, encontrou com o Rei Julián e explicou a sua situação. O Rei, então, resolveu ajudá-lo e disse:


- Cada vez que você pescar algo com a sua rede, traga para o palácio. Eu pesarei, então, pagarei o peso em ouro!


Diante deste novo cenário, Eduardo foi para o mar todo feliz e passou o dia tentando pescar. Mas para a infelicidade, a rede sempre saia da água vazia. Exceto uma das vezes, que ele conseguiu pescar… Uma folhinha de carvalho.


Parecia um absurdo ir até o palácio levando aquela folha, mas como o pescador não tinha nada a perder, ele foi mesmo assim. Além do mais ele tinha um bom pressentimento sobre aquilo. Uma intuição que partia do coração e dizia que ele seria feliz se fosse.

Quando chegou ao palácio, entregou a folhinha ao Rei e disse:


- Eu só consegui pescar isso hoje.


O Rei, então, riu e disse:


- HAHHAHA. Essa folha pesa menos que uma ideia! Não dá nem para pesá-la na balança, Eduardo…


- Por favor, excelência. Algo me diz que devemos pesar essa folha…


O Rei, achando aquilo divertido, e subestimando a intuição de Eduardo, resolveu pesar a folha. Foi quando todos ficaram surpresos…


A balança respondeu ao peso da folha como se ela fosse feita de chumbo.


- Meu Deus, Eduardo! Isto é magnífico! Esta folha pesa 60 moedas de ouro. Isso é impressionante, estou pasmo! - disse o Rei, espantado, pagando o valor ao Eduardo.


Com as 60 moedas, Eduardo conseguiu manter a família por um bom tempo, até que a pesca voltasse a ser produtiva.


O Rei convocou todos os sábios do reino para tentar descobrir porque a folha pesava tanto, mas nunca ninguém conseguiu descobrir - nem mesmo o Eduardo.


A única pessoa que sabe o que aconteceu, sou eu! Porque sou a narradora onisciente desta história e sei o porquê de tudo.


Quando Eduardo salvou aquela árvore da morte, quando era pequeno, a árvore pode crescer e se conectar com o universo, como era dito no destino que ela faria. Então, mesmo que os humanos não consigam entender, o Carvalho se sentiu grato ao Eduardo e, através da natureza, quis retribuir.


É por isso que devemos ser bons, sobretudo com a natureza. Porque, por mais que não saibamos explicar tudo o que acontece no mundo de forma racional, de forma humana, coisas relacionadas ao todo e a vida acontecem todos os dias.


Podemos chamar de sorte, de milagre, de coincidência… Tanto faz! A verdade é que se não for pela intuição, pelo coração e pela conexão com o chamado pela natureza, é impossível encontrar todas as respostas que precisamos.


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