• Jéssica Iancoski

Histórias para Dormir - Criaturas Peludas| História com Áudio

A hora de dormir é uma das mais difíceis, porque muitas vezes pode ser complexo fechar os olhos e dormir. É por isto que Histórias para Dormir são muito úteis nesta hora.


As histórias infantis, são muito mais do que um simples recurso para distrair ou entreter as crianças. Elas servem para ajudá-las a compreender o universo em que estão inseridas, seja o mundo real ou o das emoções. Por isto, a importância de ler histórias.


Contudo, as Histórias para Dormir aqui disponíveis não são exclusivamente sobre o universo infantil. Jéssica Iancoski acredita que a Literatura Infantil é para todos, o que inclui os adultos, porque todo mundo gosta de ter Histórias para ouvir.


História Infantil para ler e ouvir


Ler e ouvir histórias para dormir é muito gostoso. Por isto, disponibilizamos gratis a História das Criatura Peludas, escrita, ilustrada e contada por Jéssica Iancoski.


Histórias para Dormir- Criaturas Peludas

O conto infantil Criaturas Peludas é uma história curta para crianças e para adultos que valorizam a intuição. Ela conta a história de uma família que teve a sua casa invadida por criaturas muito nojentas. Ela nos faz pensar sobre o saber e o sentir.


Criaturas Peludas - História de Jéssica Iancoski


No ano passado uma família de pai, mãe e dois filhos moravam em uma casa, eles eram muito felizes lá - quase como o sentimento de poder comer as suas comidas favoritas em todas as refeições. Mas um dia, perto do dia do seu aniversário, a casa foi invadida, por pequenas criaturas, cinzas e peludas. Foi um dia terrível na vida daquela família, as criaturas eram realmente assustadoras e nojentas.


É engraçado pensar que enquanto você estava muito alegre esperando pelo seu aniversário, uma família estava muito triste e assustada. Muita coisa acontece no mundo e a gente nem vê!




- Acho que temos que espalhar 400 armadilhas pela casa, precisamos capturar todas essas criaturas. A casa é nossa e eu não quero elas aqui atrapalhando o meu sossego - o pai disse.

- Vamos fazer isto, mas eu acho que tem que ser 1000 armadilhas, são realmente muitas criaturas nojentas. Vamos colocar armadilhas em todos os cômodos: na cozinha, na sala, no banheiro, no quintal, em tudo - a mãe falou.


- E nas gavetas, nos armários, nos tapetes, no sofá, tem que ser realmente em tudo, porque não sabemos onde elas estão escondidas. Vamos chamar os filhos, eles precisam ajudar.



Os filhos vieram e os quatro começaram, em família, a colocar armadilhas por toda a casa. Realmente não dava para conviver com aqueles seres porque eles eram sujos e estavam se alimentando da mesma comida, usando a mesma cozinha, os mesmos armários e fazendo coco e xixi por todo o canto que passavam. Era nojento, principalmente porque eles faziam coco bem aonde estavam comendo. Imagina! Aposto que você também não iria querer compartilhar a sua casa com eles.


Depois que a casa já estava toda preparada cheia de armadilha, a família precisava descansar. Então, foram deitar, mas antes a mãe disse:


- Espero que até amanhã, todas as criaturas cinzas e peludas sejam pegas. Colocamos mil armadilhas, nós temos que conseguir.


- Eu sei que nós vamos, mas precisamos fazer silêncio, porque as criaturas são espertas e se elas desconfiarem de qualquer coisa, todo o trabalho que fizemos será inútil. Então, vamos todos dormir em completo silêncio hoje. Elas precisam pensar que a casa é delas e não nossa. Boa noite, agora vão!


A família então foi dormir, cada filho na sua cama, porque se alguma cama ficasse vazia, as criaturas poderiam achar que as camas também eram delas.


Aposto que você entende como às vezes queremos deitar na cama com os nossos pais, mas nesse dia realmente não dava… Já pensou? Ter a sua cama invadida por criaturas nojentas....




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- Atenção, trupe! ATENÇÃO! Estão ouvindo este barulho? É o sinal. Já podemos sair. A casa está segura, vamos trabalhar em conjunto para tomarmos a casa para a gente. Está na hora da família ir embora, eles já viveram aqui muito tempo, agora é a nossa vez. Lembrem-se: espalhem-se, roubem toda a comida, e façam xixi e coco por todos os lugares que passarem. Estou sentindo que se trabalharmos bem, a família desiste da casa hoje mesmo. Vamos fazer uma fila e sair com cuidado um por vez. Um, dois, três, posição! Trabalhem! - disse o chefe das criaturas.


Então, as criaturas cinzas e peludas foram saindo dos seus esconderijos, com cuidado e pouco a pouco a pouco, mas logo notaram que havia algo diferente:


- O que é isso no chão e em todos os lugares? Porque tem mil desses? - um deles perguntou.


- Não sei, mas acho que deveríamos ter cuidado, vai que é uma armadilha?


- ATENÇÃO TRUPE ATENÇÃO! Recuar, voltem todos para o esconderijo - o chefe ordenou - como todos notaram, a família espalhou objetos estranhos pela casa, isto é um sinal de que estamos em guerra e que eles não vai facilitar, pelo jeito, eles querem a casa também. Precisamos nos organizar e ter paciência se quisermos ficar com a casa. Então, nos próximos dias voltaremos a ficar escondidos, enquanto bolamos um plano. Façam silêncio, não podemos ser descobertos.



A família acordou de manhã com um bom pressentimento, parecia que a ordem tinha se estabelecido pela casa, enquanto um por um da família saia de seus quartos, eles iam notando que não havia mais sinal das criaturas, nem coco e nem pelo. Tudo estava intacto, nada havia sido mexido, nem mudado de lugar. Estava exatamente igual a como eles deixaram quando foram dormir.


-Acho que espalhar as armadilhas deu certo, as criaturas não tiveram coragem de voltar aqui. Eles entenderam que não vamos dar a nossa casa para eles. Ufa! podemos retomar o nosso sossego - o pai falou.


-Mas não vamos retirar as armadilhas ainda, vamos deixar por mais um tempo, precisamos ter cuidado, vai que elas estão planejando algo? - a mãe disse.


-Ok, depois de uns 10 dias, se nada acontecer ou aparecer, nos retiramos.


- Será que não seria melhor fazermos de outro jeito? Não sabemos qual, talvez vocês saibam, mas algum outro, a gente acha que esse talvez não seja bom, mas não sabemos muito bem - falaram os filhos.


-Está tudo bem, esse jeito vai funcionar, não se preocupem. Vocês são só filhos. Filhos não sabem de muita coisa.


Muitos dias passaram, uns 15 para ser exata e nenhum sinal de invasão, parecia que estava tudo bem, que as criaturas nunca mais voltariam. A família já não falava mais disso, não lembravam ou não queriam lembrar, não sei ao certo. O sossego estava instalado, todos estavam fazendo o que sempre faziam, sem nenhum desvio. Já não havia nenhuma das mil armadilhas na casa. A casa estava no seu estado perfeito. Até que em uma noite, antes de dormir, os filhos falaram:


- Pai, mãe, lembram dos ratos? A gente lembrou deles hoje.


- Está na hora de dormir, amanhã falamos disso.


E todos foram dormir em silêncio. Naquela mesma noite, era dia do seu aniversário, faltava poucas horas para você acordar feliz, junto com toda a sua família, na sua casa. Mas naquela casa, daquela família, as criaturas estavam saindo, mais em silêncio ainda, dos seus esconderijos. Não havia armadilhas, havia paz e sossego. E um por um, preparados com dias de planejamento e paciência, ocuparam a casa de um jeito, que a família não teve outra alternativa a não ser dar a casa para as criaturas.


- Nós sentimos eles voltariam, deveríamos ter conversado sobre isso. Talvez não precisasse ser assim - falaram os filhos.


Eu concordo com eles. Muita coisa acontece que a gente não pode ver, mas às vezes, mesmo sem querer, nós sabemos, até mesmo sem perceber e eu sei que você também sabe disso.


Perguntas para guiar a descoberta de interpretações:


1. O que você acha que as criaturas peludas e nojentas são? Por quê?

2. Você acha que a família fez certo em espalhar armadilhas? O que você faria no lugar deles?

3. O que você faria se a sua cama fosse invadida pelas criaturas peludas?

4. O que você achou da estratégia dos ratos de recuarem e se planejarem para tomarem a casa?

5. Você concorda com o Pai de que os filhos não sabem de nada?


Lembre-se: não existe resposta certa ou errada, quando o assunto é Literatura. No máximo, opiniões e interpretações diferentes!


Procure entender o que a história desperta e não o que ela significa!

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