• Jéssica Iancoski

Gonçalves Dias - A Rosa e O Rio | Adaptação história infantil em áudio

Gonçalves Dias é um dos poetas mais conhecidos do Brasil.


O poema mais conhecido dele é a Canção do Exílio que começa bem assim:


"Minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá..."


Você já ouviu ele? É muito provável que sim!


Pensando em homenagear este escritor, criamos uma história infantil baseada em um outro poema deste autor!


O poema se chama Não me Deixes!


Que tal conhecê-lo antes de ouvir a história?

https://www.youtube.com/watch?v=KNTQAKoLoaY


A Rosa e O Rio


No décimo oitavo episódio de Histórias para Dormir, criamos uma história infantil com base no poema de Gonçalves Dias.


A História "A Rosa e O Rio" conta duas histórias ao mesmo tempo. A Primeira é sobre um vô que está ajudando a neta a lidar com a separação dos pais. E a segunda é sobre uma Flor que é apaixonada por um Rio, mas não é correspondida.


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História Infantil em Áudio: - A Rosa e O Rio - Gonçalves Dias e Jéssica Iancoski



- Venha, minha criança, hoje quem vai contar uma história para você dormir, sou eu.


- E é uma história sobre o que vovô?


- Essa historia aconteceu, quando você ainda não tinha nem nascido… Bem no meio de uma Cidadezinha campestre, passeava um córrego. Um desses rios pequenos e lisos… Suas águas eram brilhantes e transparentes, como uma bala de goma de minhoquinha - o que o tornava muito belo, mas muito metido também...


- Assim como uma criança que ganha um pacote desses doces e automaticamente se sente tão importante que só divide com quem gosta… ou com quem a mãe ou o pai mandam, não é vovô?


- Exatamente! E ao lado do rio, bem a margem, havia nascido uma flor. Ela era jovem e muito bonita também, mas não sabia disso… Porque, por alguma razão, ela era a única flor ali por perto, ao lado do rio. Por isto, ela também se sentia solitária.


- Tão solitária que às vezes parecia até como uma criança que os pais estão se separando, vovó?


- Sim! Solitária bem desse jeito...


Ninguém sabia ao certo porque não existiam outras flores ali por perto, mas as pessoas da cidadezinha contam que algumas semanas antes da flor aparecer por lá, uma mulher toda de preto e véu foi vista chorando, pelo seu amado, bem ali, onde hoje existe a Flor:


- Ai, não me deixes! - era o que dizia a mulher ao chorar.


Ao que parece, essa mulher chegou carregando um buquê, que era da mesma espécie da Flor, mas foi embora sem ele. Algumas pessoas da cidade contam, inclusive, que viram a mulher enterrando o buquê... Mas não se sabe ao certo o que aconteceu... Só que nasceu uma Flor, a única, ali ao lado deste córrego.



E essa Flor que nasceu, era muito parecida com a mulher, porque tão logo desabotoou, já se curvou em direção ao rio para dizer à corrente, onde bela se mirava:


- Ai, não me deixes, não! Você deveria ficar comigo ou me levar contigo, dos mares à amplidão… Porque eu sei que eu te amarei de forma constante, independente se você for límpido ou turvo… Mas não de deixes, não!


Mas o córrego não ligava para a Flor e continuava passando e fugindo incessante à eterna sucessão. Embora, às vezes ele dissesse à ela:


- Preciso seguir o meu caminho. Não posso parar e nem te levar comigo. E preciso correr, porque mais para frente vou desembocar no oceano e de lá vou percorrer o mundo todo. O curso da água é muito agitado para uma flor. Além do mais, quem garante que conseguimos percorrer o caminho todo juntos?


Mas a Flor continuava a dizer curva na fonte:


- Ai, não me deixes não!


Foi assim por muito e muito tempo… E a Flor já estava quase sem cor, murchada, e tão inclinada que quase lambia o chão… mas ainda sim continuava buscando a corrente para dizer-lhe que não a deixasse não.


Então, a corrente impiedosa a situação que a flor havia nascido e encontrava-se presa, finalmente arrancou-a da terra e a levou consigo. Mas Flor começou a afundar e a corrente disse:


- Não me deixaste, não!



- A Flor Morreu! Eu não gostei dessa história. Por que a Flor tinha que morrer, Vovô?


- Calma, minha criança! A Flor estava velha ela ia morrer de qualquer jeito... mas a história não é sobre isso! Essa história é sobre como as vezes ficamos reféns de situações que não são boas para nós. Como aconteceu com a Flor que queria porque queria ser amada pelo rio.


- Mas ela a amava! É normal querer ficar com ele, vovô. Ela a amava...


- Mas será que esse amor fez bem para ela?


- hmmm, não tinha parado para pensar nisso, vovô. Acho que não fez, porque ela ficou o tempo todo pedindo para ele a levar e isso fez ela murchar e morrer.


- Exatamente! E o que você acha que isso tem a ver com a vida?


- Não sei muito bem, eu lembrei do papai e da mamãe que se separaram…Mas não sei muito bem, ainda estou pensando na história. Acho que às vezes as pessoas que se amam não ficam juntas porque o amor pode machucar… A Flor se machucou... Acho que quero dormir agora, tudo bem?


- Vejo que você entendeu a história! Tudo bem ir dormir sim! Você é uma criança muito especial, minha pequena. Boa Noite! E Saiba que mesmo que o papai e a mamãe tenham se separado, tudo vai ficar bem. Você é uma criança muito amada.


Muitas vezes na vida as coisas não vão sair como a gente gostaria, mas isto não quer dizer que elas sejam ruim para nós. Talvez, só nunca tenhamos pensado nelas dessa maneira como ocorreram. O mais importante nesses momentos é não desperdiçar o tempo, como a flor fez, esperando por algo que não sabemos se pode acontecer. Há mais de um milhão de maneiras de viver a vida e é impossível existir apenas um único jeito de ser feliz.

Perguntas para Guiar Descoberta de Interpretações

1. Você acha que essa história é sobre o quê?

2. Se você tivesse que escolher um personagem da história, qual você escolheria?

3. O que você acha da Flor querer ficar com o Rio?

4. Você acha que a Flor, no fim, conseguiu o que queria?

5. Por que será o que o avô quis contar essa história para a neta?

Lembre-se: não existe resposta certa ou errada, quando o assunto é Literatura. No máximo, opiniões e interpretações diferentes!

Procure entender o que a história desperta e não o que ela significa!

O que você achou dessa história infantil em áudio? Conte para nós!

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